Conhecida pelo seu lado sombrio, dramático e cheio de ação, a série Arrow vive momentos de muitos questionamentos após três temporadas. Já na quarta "season", a produção da emissora norte-americana CW pode estar se perdendo daquilo que a fez encantar tanta gente. Para perceber as mudanças basta olhar para onde tudo começou.
Primeira temporada. Oliver Queen consegue escapar da ilha Lian Yu (em chinês significa "purgatório") e decide retornar a sua cidade, Starling City. Não mais como o plaboy que era, mas como o guerreiro que os cinco anos no "inferno", como ele próprio define, o transformou. Determinado a eliminar os nomes da lista que seu pai deixou, o jovem milionário não poupa esforços para deter os corruptos, mesmo que tenha que matar.
Oliver Queen não era um herói. Era um vigilante, um justiceiro. Inevitavelmente, outros se juntaram a ele nessa cruzada, o que hoje chamamos de time Arqueiro. Pulando para a segunda temporada, após a trágica morte de seu melhor amigo (Tommy Merlyn), o "Capuz" resolveu repensar seus conceitos. Em nome do velho amigo, matar já não estava mais nos planos do agora Arqueiro.
As duas primeiras temporadas da série chamavam atenção pelo lado obscuro de Oliver, as constantes cenas de ação e as tramas paralelas. Não havia foco demasiado em alguma parte do universo onde acontece a história. A terceira temporada cometeu esse erro, tornando-se arrastada e chata de se assistir. O que vimos foi, basicamente, a Thea e seus problemas existenciais de adolescente. E Oliver (novamente) tendo crise de identidade.
Não bastasse a repercussão negativa que a "season 3" causou, a quarta chegou e até agora pouco agradou. As críticas giram em torno do foco exagerado que a série está dando ao romance entre Oliver e Felicity, além das oportunidades perdidas de aproveitar melhor alguns personagens.
Como a Caçadora e a Cupido, por exemplo. Ou até mesmo o Arsenal. Agora com a morte da Canário Negro, a promessa é de uma reviravolta (ou no popular, "sacudida" mesmo) que deve agitar os ânimos de todos os envolvidos. O que nos resta, portanto, é torcer para que a saída de Laurel Lance da série não tenha sido à toa.

Eu curti bem a terceira temporada, embora eu admita que ela ficou claramente abaixo da segunda, que pra mim foi a melhor.
ResponderExcluirDe fato a quarta temporada é a mais fraca de todas. Excessivamente focada no Olicity, perdeu a eletricidade e o aspecto sombrio, como você bem disse. Tomara que eles aproveitem bem o gancho agora com a morte da Laurel e façam a série ressurgir.